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  Infográficos multimídia:
a tecnologia na cobertura da Copa
Animações, interatividade, efeitos sonoros. A era da tecnologia Flash proporcionou um desenvolvimento no que diz respeito a elaboração de gráficos para a Internet. Com a possibilidade de utilização de sons e interação do usuário com a imagem digital, os chamados infográficos ganharam mais vida.

A combinação de desenhos, fotos e gráficos é um dos grandes artifícios utilizados no setor jornalístico para a apresentação visual de informações e dados técnicos sobre um determinado tema.

  Neste contexto, o grande desafio do designer é fazer este diálogo sem comprometer a veracidade dos dados, seja de forma humorística ou estritamente técnica. É fazer o design da informação. É participar também da apuração, para que o produto final possa ser de mais fácil compreensão, e, mais ainda, de forma bela, no sentido de agradar aos olhos e chamar para si a atenção do leitor, mesmo sabendo que o objetivo maior é ser informativo. Nossa cultura é muito visual e é difícil negar que uma foto, uma ilustração, um gráfico chama mais nossa atenção do que o texto numa página. Daí o grande sucesso dos infográficos.

(c) www.arquibancada.com.br

Em momentos de copa do mundo, os infográficos, numa versão multimídia, tiveram seu lugar na comunicação visual. Montar sua própria seleção de futebol ao arrastar de um clique (do goleiro ao atacante) ao mesmo tempo em que passa a conhecer os componentes do time, podendo ainda escolher o esquema tático. Conhecer os estádios mais modernos que sediaram os jogos na Copa do Mundo de Futebol (2002). Rever as armações das principais jogadas que levavam a belos gols. Tudo isso foi detalhadamente desenhado e bem utilizado pelo site que a Globo.com montou especialmente para a cobertura deste evento, dentro do canal dedicado à esportes - Arquibancada.

(c) www.arquibancada.com.br

Ao pensar em infográficos para o ambiente digital, não basta limitar-se às possibilidades de efeitos que a computação gráfica proporciona. É preciso ir além. A necessidade de um story board e da definição dos dados mais importantes torna-se um passo básico nesta mídia. A fase seguinte inclui a sistematização da estrutura deste (arquitetura de informação), averiguando a necessidade ou não de uma programação mais avançada, já que estamos falando de infográficos animados. A inclusão de sons surge como um artifício a mais para destacar algo ou indicar a seguência da leitura, sobetudo se esta não for linear. A interatividade é o tempero final. Se puder utilizá-la, o faça de forma a somar, lembrando que aqui, "carregar" um infográfico significa segundos (a depender, minutos) a mais do que simplesmente passar uma página.

30/07/2002. Alice Vargas é designer, editora do deZine.
 
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