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PINTURA
A pintura passou a ser uma forma de restauração
da tela. Atrás da superfície branca, onde a
mão e o raciocínio vão agir, habitam
muitas sombras, formando uma paisagem obscura, que escondem
alguns conflitos da visualidade. A tela é como um velho
quadro negro, que não é mais negro, é
cinza. O giz e o atrito do apagador deixaram nele cicatrizes
de inúmeras escrituras. Assim é a tela, um território
com rastros de muitas inscrições. Pintar é
enfrentar os fantasmas da pintura, é escavar a densidade
de uma superfície que se apresenta branca, na procura
de referências para construir um lugar, mesmo que seja
um lugar inacabado, para estimular as reflexões do
olhar. A pintura renasce de si, deixando aparecer seus sonhos
e rugas, revelando dúvidas e imperfeições,
dando forma ao invisível. A cor e o traço vibram
e se interrogam como atributos de um suporte que abriga a
encenação de uma pintura.
DESENHO
Preencher a superfície do papel até tangenciar
a profundidade da desordem, inscrever e re-significar o vazio.
Diagramar o espaço e perseguir um sentido à
distância. A história do desenho e a emoção.
Tratado de semiótica que gira em torno de si mesmo,
objetivando um estado de tensão. O olho rí,
religiosamente, da sensualidade matemática. Escrituras
do silêncio, não falam, mostram, não,
nada. Espelhos paralelos a repetir imagens diferentes. Enigmas
além da perspectiva. Mapas de regiões geograficamente
insituáveis. Miragem, abismo, abstração
da ausência.
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ESCULTURA, OBJETO e INSTALAÇÃO
As imagens da leveza e do equilíbrio se inventam,
dialeticamente, no processo do fazer e no desafio da mão
e da mente em lidar com a matéria, o espaço
e os conceitos. A sensação de leveza revela
o esforço de construir com a metáfora do vôo
a poesia do imprevisível, a passagem da desordem para
a ordem, relacionando o raciocínio e o lúdico.
Discretas e contraditórias, as partes se interagem
num repouso momentâneo (e duradouro). A matéria
revestida pela cor resulta em outra realidade, marcada pela
tensão, pelo equilíbrio, pelo rítmo e
pela sugestão de espaço.
DESIGN
A arte de planejar ou projetar um objeto de uso, qualquer
objeto até mesmo a linguagem. O poeta é
o designer da linguagem ou seja um projetista de linguagens,
(Décio Pignatari). Fazer um poema, pintar um quadro,
compor uma música, desenhar um copo, criar uma marca...
podem ser operações de design. Mondrian
inaugura o design moderno. Com a industrialização
surge o mercado consumidor de produtos, o desenho do produto
não deve visar somente o consumo, o aumento do poder
de competição do produto, o designer de hoje
deve ter consciência que ele projeta o produto e o desproduto
( os acidentes causados pelo produto como a poluição
dos automóveis, por exemplo), tem responsabilidades
cultural e social.
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