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Mestre
Pastinha já dizia: "quem ensina capoeira é o
berimbau ...". Já com alguns anos de formado, ralando
como freelancer, tento fazer um apanhado dos meus tempos de faculdade
e confrontá-los com a dura realidade...
É um fato que, infelizmente, a vida acadêmica muitas
vezes se distancia do dia a dia profissional, cabendo exclusivamente
a nós, aprendizes de feiticeiros, cairmos de cabeça
na práxis. No meu caso, a ficha só caiu no último
ano, quando comecei a entregar trabalhos, relatórios e fichamentos
nos formatos de folder ou canoa, explorando papéis importados
com impressões em copiadoras ou jato de tinta, que não
podiam dar errado, errou... fud...
Projetos de design que não eram solicitados, eram, talvez
por isso, feitos com enorme prazer e liberdade. Embora não
fosse levada a sério, essa produção artesanal
não apenas inaugurou o meu portfólio, como também
se transformou na melhor lembrança dos meus tempos de universitário.
Observo com freqüência designers diplomados manterem
um discurso inflamado contra os "micreiros". No fundo,
quase todos nós da distinta classe, ainda tocamos de ouvido.
Um ou outro se destaca, menos por uma questão de formação
e mais por questão de bom senso, afinal, do bom senso se
chega ao senso de proporção. Existe é claro,
a célebre questão do conceito - cadê o conceito?
A propósito, eu e outros amigos designers, fazemos parte
de uma associação: Associação dos Designers
Surfistas Maroleiros (ADSM - seção Bahia), através
da qual, desenvolvemos um novo conceito no surf, o surf anticanônico,
feito em marolas. Estamos com esse trabalho, ficamos fiscalizando
o mar:
- E aí? Como é que tá o mar?
- Tá massa, tá lisão.
- Massa!
Há todo aquele lance ecológico do contato com a natureza,
sentados em cima das pranchas, a gente não consegue pegar
muita onda... vocês sabem... essa vida de computador... Para
quem quiser se associar, vocês têm meu email!
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